Porquê a busca incessante dos "porquês" se a nossa existência é o maior dos PORQUÊS!!
por que estou eu aqui...por que estás tu ai...por que estamos nós aqui...!!!!!!!!!!!
...por que se insurge meu pensamento por tantos caminhos desconhecidos a tentar perceber o conhecido...
...desespero, curiosidade, aflição, reflexão, medo, ponderação, receio, esperança, introspecção, felicidade, desilusão, confiança, tristeza, prazer, desconfiança, cumplicidade, ódio, alegria, morte, surpresa, solidão, vida, desencanto, inesperado, encanto, esperado, inevitável, segurança, evitável, insegurança...e nunca terminaria...
..são tantos os camimhos que aparentemente me são conhecidos, mas quanto mais as pessoas se revelam, mais estes caminhos se tornam obscuros e irreconheciveis...
...distorçados e destroçados por mentes que se limitam a percorrê-los, mas nem se preocupam com a essência traçada nestes caminhos..
...por onde andas essência humana, desististe??!!! como eu te comprendo!! eu também desistiria se estivesse no teu lugar...incompreendida e mal tratada como tens sido!!!...que mágoa maior do que esta poderá existir neste mundo assolado pelas mãos do egoismo, pela prevalência da indiferença...aniquilaram-te...e nem se apercebem...
...que se aniquilaram no seu todo...a alma humana...que não sobrive sem a sua essência!!!

Silhueta
Contornos perdidos numa só silhueta dançante
Repleta de luz, radiosamente brilhante,
Vislumbra cegando o afastamento,
Dislumbra guiando o encantamento,
Perfurando minuciosamente a escuridão,
Rompendo o nada, abrançando a exaustão!
Contornos toldados num só leito quente,
Repleto de desejo, intensamente ardente,
Arde queimando o descontentamento
Aquece fogueando o contentamento,
Devastando subtilmente a separação,
Asfixiando o vazio, gritando a emoção!
Contornos de uma silhueta éfemera,
Repleta de uma momentânea felicidade,
Cegando os olhos da exaustiva espera,
Abrançando a esperançada cumplicidade,
Aquece o desejo do que o amanhã será,
Gritando o todo da sua eterna sensibilidade!!
Muralha de Seda eu sou, Sou o nada do tudo que não sou,Erguida pelas pedras do tempo,Polidas pela força do sentimento......Muralha de Seda... Eu sou!
Tons ténues de um sol que sobreviveu 
Neste mundo de todos que a ninguém pertence
Minha pertença que em ti se dissolveu
Convicta de um crepúsculo que tudo vence!
Não perdida nem encontrada em ti reflecti
Este sol na despedida do passado que enfrentei
Deixando o vento cantar o meu poema sobre ti
Convicta de um crepúsculo do quanto te amarei!
Em ti realçaram teus tons quentes de quem quer amar,
Suavizando minha dor da solidão ao vislumbrar a felicidade
Nossas mãos se uniram num só pincel e começaram a pintar,
Sobre o vazio da tela da vida esbatendo as cores vivas da cumplicidade!
Meu olho perdido no horizonte,Guiado pelo grito do além,Num mar verde de um monte,
Aguarda o olho de alguém...